“Nosso corpo e nossa mente estão programados para a reprodução do que sempre fizemos.”  António Damásio

Sempre me perguntei porquê, mesmo depois de fazer tantas vezes a mesma coisa, ainda erramos no mesmo ponto, quando deveríamos aprender e evoluir a partir das experiências que vivemos.

Uma vez, lendo alguns artigos do neurocientista português António Damásio, ficou mais claro de onde vem esse tipo de comportamento. Fomos condicionados ao longo da nossa história a repetir o passado.

Mas isso não quer dizer que não podemos mudar o rumo da história e construir uma nova forma de atuar no mundo.

Seja criando um novo produto, executando um projeto ou executando processos operacionais rotineiros, os resultados exatos são sempre desconhecidos. 

Até começarmos a fazer alguma coisa, tudo é um palpite ou uma suposição sobre o que achamos que vai acontecer. 

A boa notícia é que o ser humano, equipes e organizações geralmente podem lidar melhor com a incerteza aprendendo com o feedback e a experiência. 

Esse aprendizado normalmente começa com o desenvolvimento da consciência sobre o processo e, depois, com a construção de uma versão inicial de um ideia, plano ou qualquer outra coisa que possa servir como referência.

Ok Paulo, mas como posso aplicar esse tipo de aprendizagem no meu contexto?

Nas últimas décadas, muitos métodos e ferramentas foram desenvolvidos com o objetivo de otimizar o trabalho e melhorar continuamente os resultados nas organizações.

Nesse artigo, vou apresentar o método PDCA,  um desses métodos que tem como propósito nos ajudar a aprender com nossas experiências e, ao longo do tempo, sermos mais produtivos e, no final, mais felizes.

Isso mesmo, sermos mais felizes. Pois quem chega ao final de um dia, de uma semana ou da vida, com a sensação de não ter feito nada relevante, não tem paz no coração.

Se você quer ter paz no coração e viver uma vida mais plena, fica comigo que nas próximas linhas vou compartilhar com você o passo a passo para que possa começar a aplicar o método PDCA na sua vida pessoal e profissional.

O método PDCA

O método PDCA, também conhecido como Ciclo Deming ou Ciclo Shewhart, é uma prática iterativa e incremental para controlar e melhorar continuamente processos e produtos. É uma maneira de descobrir o quanto estamos errados e aprender com esse conhecimento.

Um pouco de história

A abordagem é atribuída a W. Edward Deming, mas tem raízes em teorias e práticas anteriores. Quando Deming introduziu o PDCA no Japão na década de 1950, ele se referiu a ele como o Ciclo Shewhart, em homenagem ao seu mentor no Bell Labs, Walter A. Shewhart. 

Antes de Deming e Shewhart, outros estudiosos como Francis Bacon e John Dewey já usavam algo parecido como processos de aprendizagem baseados na experimentação e na reflexão após os experimentos.

A adoção do PDCA no Japão levou à criação do Toyota Production System (TPS), que depois deu origem aos movimentos de Gestão da Qualidade e Melhoria Contínua em todo o mundo. 

Na essência o método PDCA é a base do movimento da Agilidade, tão comentado e buscado pelas organizações atualmente.

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Etapas do método

Planejar (Plan) – o que farei/faremos, como posso/podemos fazer e, mais importante, por que estou/estamos fazendo. Isso pode estar relacionado a um processo operacional ou de projeto, por exemplo.

Fazer (Do) – executar o plano, processo, procedimento.

Verificar (Check) – avaliar os resultados em termos da efetividade.

Agir (Act) – refletir a partir da experiência passada e identificar pontos de melhoria para aplicar nas próximas experiências.

PDCA em ação

Como você pode ver o método PDCA é simples, natural e aplicável a diversas situações, tais como:

O ato de fazer algo nos ajuda a saber se estávamos certos ou se precisamos fazer uma mudança. 

Assim, o PDCA é uma abordagem de aprendizagem que ajuda pessoas e equipes a identificar problemas e oportunidades para fazer diferente. 

Podemos considerar, também, como uma abordagem que nos ajuda a realizar mais e, no final, nos sentirmos mais tranquilos por termos aproveitado o tempo da melhor maneira possível.

Concluindo…

PDCA é uma prática simples que pode ser aplicada a muitos contextos diferentes e em diferentes níveis de escala. 

Tem suas raízes em ideias e práticas que remontam a séculos e perduram porque são pragmáticas e de bom senso.

Como todos os métodos de aprendizagem e otimização do trabalho, é preciso haver adesão e apoio dos envolvidos. Em muitas organizações modernas, a execução de projetos para desenvolvimento de produtos depende fortemente de equipes inovando e se destacando da concorrência.

Mais do que nunca, precisamos aprender a lidar com a falha e o erro nos processos de criatividade e a experimentação. Isso é aprender com o processo!

Como comentei no início do artigo,  a boa notícia é que o ser humano, equipes e organizações geralmente podem lidar melhor com a incerteza aprendendo com o feedback e a experiência.

Que tal começar a adotar o método PDCA no seus projetos pessoais e profissionais?

Boa jornada!

“Aprender nunca é apenas um exercício intelectual. Nem é uma questão de mudança de comportamento. É um processo interativo que liga os dois em uma espiral de expansão contínua de nossas capacidades.” Peter Senge

Ah…

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Antes de partir…

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Referências:

  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA
  2. https://www.revistaprosaversoearte.com/os-sentimentos-tem-papel-essencial-no-progresso-ou-no-atraso-civilizatorio-diz-neurocientista-antonio-damasio/

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